todo mundo fala que quando não se cabe em algum lugar, devemos ir embora
mas ninguém fala da dor de não caber.
do desconforto de querer pertencer mas não conseguir se encaixar.
Eu não sei o que acontece, o que eu sei
é que sinto uma dor absurda por dentro
e o coração só falta sair pela boca
de tanto que se apressa.
Esse descompasso tem me maltratado
e o sentimento de estar só, me acompanhado.
A escuridão já se aconchegou ao lado
e a solidão tem sido um grande fardo.Caren B.
Não se culpe, você prometeu a si mesma nunca mais aceitar menos do que sabe que merece. Ao mínimo sinal de interesse você foi embora, e agora pode não tá tudo bem, mas confia em mim, vai ficar. Foi melhor ser agora do que mais tarde. Não se culpe por ter facilidade em ter apego muito rápido nas pessoas. Isso é normal, tem pessoas que são assim também. Cuide do seu coração, trate ele com respeito, veja onde você precisa melhorar. E por favor não se feche pro amor novamente. Você merece ser feliz!
Y.M
“Sou uma pessoa insegura, indecisa, sem rumo na vida, sem leme para me guiar: na verdade não sei o que fazer comigo.”— Clarice Lispector.
“É desesperador quando nos sentimos insuficientes. Quando sentimos que não somos capazes de amar ou de sermos amados. Quando a única coisa que queremos é um mar de alegrias e nos afogamos em um oceano de tristeza, lutando com os nossos pulmões em busca de um último sopro de felicidade”— Leandro S.
Sabe aqueles dias que algo está apertado no peito, sufocando a garganta e você perdendo a respiração? Aqueles dias em que você quer apenas desabar, chorar até cansar, ou apenas dormir? Aqueles dias que você lê algo que doí o coração, que aperta até você não sentir mais nada, tem aqueles dias, aqueles dias como hoje.
E eu estou muito triste, por não ser o que sempre sonhei em ser.
eu me sinto tão vazia que me agarro a qualquer coisa minúscula que me lembre que eu posso sentir algo.
a ponta dos meus dedos não alcançam mais nada, leonard, e meus pulsos já nem sentem mais.
eu acabei de ler o texto de um desconhecido e tô chorando pra caralho. era algo sobre a virada do ano e um amor que eu gostei de saber que existe. um amor que não mata a tristeza que às vezes a gente sente só de viver, mas que a carrega nos braços, como um auxílio.
eu tô chorando
chorando porque o sentimento é simples e natural, mas nós não somos.
chorando porque me sinto no instante antes de um coração ser partido, como se eu já soubesse e apenas esperasse, sem reação
chorando só porque eu mereço chorar
e o que me dói na dinâmica dos corpos e copos é o silêncio
(o seu me corta)
eu não consigo parar de chorar e de pensar que talvez eu não seja capaz de ter um amor que leva minha tristeza nos braços
porque lá no fundo, depois das camadas de prozac e otimismo químico, lá bem depois da confiança importada e embalada a vácuo, lá no fundo reside o meu vazio natural
uma camada de eventos que engole qualquer luz
de vez em quando ela se expande e eu choro
e talvez seja eu quebrando o coração aos murros, talvez seja eu


